Rumo ao centro do nada surge como uma metáfora do conceito de deslocação e das sucessivas mudanças que este implica.
Apresenta-se sob a forma de um desenho no espaço que ao ser galgado revela o estado de metamorfose da própria imagem. O desenho enquanto gráfico é ele próprio terreno, sucessivamente mapeado pela passagem para o lado de lá da linha que nos interpela, e que depois de atravessada se transfigura gerando novos modos de traçado.
Percorrer o desenho como se percorre uma montanha por ele defenida, reflecte desta forma uma simbiose do acto de transpor constantemente de lugar mesmo que este não seja concreto e palpável.
O flamejar do desenho, ao atingir vias mais ou menos direccionadas, reproduz o estado de inconstância implicado no modo de habitar o desconhecido e o que permanece são os indicadores do atalho que se trilhou.
Hélder Folgado
Inês Osório
Hélder Folgado
Inês Osório







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